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sexta-feira, 22 de julho de 2011

TORRADAS QUEIMADAS

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar.

E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.

Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.

Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.

E eu nunca esquecerei o que ele disse:  " - Adorei a torrada queimada..."

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.

Ele me envolveu em seus braços e me disse:

" - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro.

Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.

A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes.

Não que mais tarde, o dia que um partir, este Mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.  Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo."

"As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir."

(Autor Desconhecido)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

“Festividades Julhinas”

Nesta época a maioria das escolas, instituições e grupos comunitários se mobilizam para realizar uma reunião festiva que geralmente é chamada de "Festa Junina" ou "Arraiá".

Nossa escola não poderia deixar passar em branco... e faremos uma "Festa Julhina" que está marcada para 02 de Julho.

Esta ocasião faz parte do planejamento anual e está sendo organizada com o envolvimento de toda comunidade escolar: professores, equipe técnica e de apoio e contamos com a colaboração e participação dos pais e da própria comunidade.

O mais importante de todo o projeto é a proposta de trabalho com a participação efetiva dos alunos de todas as séries e turmas valorizando suas qualidades e especificidades, desde a decoração da escola, escolha de músicas e ensaios, à participação nas festividades.

Estamos todos muito ocupados, mas muito felizes com os resultados das atividades das crianças que se mostram felizes e envolvidos.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Incluir para construir

A escola em que trabalho está em seu segundo ano de funcionamento.

Em seu primeiro ano de funcionamento o princípio da acolhida e da construção da comunidade escolar da UE foi prioridade. Neste ano a escola está envolvida em promover a qualidade de relações, os princípios de respeito, igualdade e solidariedade são base nas ações.

A primeira festividade deste ano foi o carnaval... Aprender a cantar (e ler) as clássicas marchinhas, trabalhar na decoração, máscaras, colares e cartazes que foram confeccionados por todos os alunos independente da série/ano ou turma, pois cada um pôde demonstrar suas habilidades... somos todos capazes dentro de nossas próprias características e habilidades... Foi uma festa maravilhosa!

Os alunos da 1º C e 3ª D trabalharam juntos e a confecção de cartões e a composição coletiva de acróstico estimularam os alunos a escreverem acrósticos com os nomes de suas próprias mães... o “intercâmbio” de informações e a solidariedade entre os alunos, que se auxiliavam independente da turma, promoveu um clima de plenitude e realização a todos...

Agora esperamos pelas festividades juninas... já estamos trabalhando e o projeto de mesclar turmas agora é um pouco mais frequente... É bom investir no que dá certo...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

Visões de mundo de '6 bilhões de outros' ganham mostra no Masp


Seis bilhões de pessoas com opções religiosas, classes sociais, profissões, etnias e estilos de vida diferentes. Com a proposta de montar um retrato da população mundial, a exposição que abre esta quarta-feira (20) no Masp, “6 Bilhões de Outros”, mostra as diferenças e semelhanças entre os povos e os traços de personalidade que caracterizam cada cidadão do planeta.

Trailer de "6 Bilhões de Outros"

Ideia do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand, a exposição começou a ser montada em 2003. Na época, Bertrand mobilizou uma dezena de repórteres que visitou 78 países em cinco anos e reuniu exatas 5.600 entrevistas de homens e mulheres respondendo 40 questões relacionadas a vida, morte, amor e questões cotidianas.

No mezanino do Masp, a exposição está montada como um grande mosaico de projeções com os rostos dos entrevistados que se alternam e mostram a diversidade do planeta. A exposição ainda conta com salas temáticas como um hall com oito "vurtis" (tipo de habitação nômade mongol), uma sala exibindo um making of da exposição e uma sala com um vídeo criado em São Paulo por Lucas Bambozzi e Kika Nicolela.

As imagens foram gravadas em primeiro plano e a sensação é de que o entrevistado está falando diretamente com o espectador. A edição foi feita pelos diretores Sibylle d’Orgeval e Baptiste Rouget-Luchaire. Na exposição, cerca de onze horas de vídeo dão conta de mostrar todas as entrevistas, ilustradas pelas diferenças de fisionomia, acessórios e visões sobre a vida. Aqui é possível assistir a alguns dos vídeos.


Sobre Yann Arthus-Bertrand

O fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand faz parte da Académie des Beaux-Arts de l'Institut de France e é conhecido pelo projeto fotográfico “The Earth from the Air”, no qual viajou o mundo tirando fotos no céu para mostrar a terra de um ângulo diferente.

Projeto interativo

O projeto de Bertrand é interativo. Na página oficial de "6 Bilhões de Outros" é possível fazer o upload de um vídeo mandando testemunho sobre um dos assuntos propostos por Bertrand. O resultado das gravações feitas no Brasil resultaram em uma série com vídeos do país.




"6 BILHÕES DE OUTROS"
Onde: subsolo do Masp (av. Paulista, 1578. Tel.: 0/xx/ 11 3251-5644)
Quando: de 20 de abril a 10 de julho; terça a domingo, das 8h às 18h
Quanto: R$15

domingo, 12 de junho de 2011

Alguns artigos que relacionam o ensino da Arte com a inclusão educacional

É interessante que, ao mesmo tempo em que a dinâmica escolar não valoriza - e muitas vezes até menos preza - o ensino de Arte, muitas pesquisas se voltam para os benefícios que o Ensino de Arte oferece para a formação cidadã de nossos aprendentes e o quanto favorecem o desenvolvimento e a integração da alunos PNEEs.
Muitas pesquisas sob a importância da Arte e do ensino de Arte têm apresentados em artigos, TCCs, monografias e Teses de Pós-graduação sob diferentes aspéctos, desde o educacional ao psicológico.
Abaixo, inicialmente, apresento três resumos interessantes, com respectivos autores e fontes de pesquisa. Espero que apreciem e que sirvam de estimulo para novas pesquisas e diferentes trabalhos na área com muito sucesso.




DA INCLUSÃO DA ARTE À ARTE DA INCLUSÃO

de: Eglecy Lippmann




Resumo:

O objetivo deste artigo é refletir sobre o resgate do exercício efetivo

da arte no currículo escolar com vistas à política de inclusão, direito de todos/as os/as alunos/as.

A pesquisa fundamenta-se na minha trajetória profissional entre o ensino da arte e a Educação Especial, que apontam para as possibilidades reais e efetivas do exercício tão contraditório da inclusão numa escola real e não idealizada, a partir da arte-educação. Parte-se do pressuposto de que a inclusão - e a exclusão - sempre aconteceu na educação, tanto ao se tratar do ensino da arte quanto das pessoas com necessidades especiais.

A grande lacuna enquanto prática dentro das áreas de conhecimento é a arte, sendo esta, por ser o exercício do sensível, eficiente contribuição para uma inclusão efetiva.

Palavras-chave: ensino da arte; inclusão; educação.




A ARTE E A INCLUSÃO ESCOLAR E SOCIAL: ASPECTOS PSICOLÓGICOS A SER OBSERVADOS

de: Emílio Figueira




RESUMO

Focando os relacionamentos das pessoas com deficiência com as artes por meio da Educação Inclusiva e Social, este artigo traça o fazer artístico e seus benefícios a essas pessoas e à sociedade em geral. Tendo o pensamento de Vygotsky como base teórica, destaca pontos como: a questão do desenvolvimento global, a linguagem como sistema simbólico dos grupos humanos, as amadas Zonas de Desenvolvimento Proximal – ZDP, o sujeito, não é apenas ativo, mas interativo, porque forma conhecimentos e se constitui a partir de relações intra e interpessoais. Por meio da produção artística se dará a interação do aluno e seu o grupo, as relações sociais, o encontro com o novo, visando a aquisição e a transformação do conhecimento nas áreas dos aspectos social e cultural, psicológico, emocional e racional.

Oferecendo atividades artísticas às crianças, adolescentes e adultos com deficiências, teremos como objetivo, a sociabilização com a possibilidade de integração/inclusão e outros objetivos sociais.

Palavras-chave: Pessoas com Deficiência, Educação Inclusiva, Vygotsky, Arte e Inclusão.




A ARTE E A INCLUSÃO ESCOLAR DO ALUNO COM SÍNDROME DE DOWN

de: Kenia Fregulia Teixeira


Resumo:

Neste texto, tem-se como propósito relatar a síntese de uma pesquisa qualitativa, experiência desenvolvida no curso de Artes Visuais da UNESC, durante a elaboração do TCC, abordando o seguinte tema: A Arte e a Inclusão Escolar do Aluno com Síndrome de Down.

Tomou-se como pressuposto que o ensino da arte é mediador da inclusão e, mais especificamente, do aluno com Síndrome de Down.

A pesquisa teve por objetivo geral analisar de que forma a arte pode mediar a inclusão escolar desse aluno.

Optou-se por uma pesquisa qualitativa, aplicada junto a professores do Colégio de Extensão de Sombrio (SC), por meio de uma amostra intencional, realizada com sete educadoras que atuam nas etapas da Educação Infantil e das Séries Iniciais.

Ao concluir a pesquisa, percebe-se que a arte pode servir como mediadora no processo de inclusão, mas é necessário um trabalho efetivo e consciente, pois são inúmeros os obstáculos enfrentados pelos envolvidos nesse processo, como a falta de capacitação dos professores e de políticas públicas direcionadas à questão.

A inclusão já se constituiu num dos grandes objetivos assumidos por muitas escolas, mas ainda está longe de se tornar a prática adotada. O importante é que o processo foi iniciado e ganha, a cada dia, novos adeptos, exigindo que toda a comunidade escolar busque a ele adaptar-se e tornar-se mais humana.

Palavras-chave: Ensino da Arte, Inclusão, Síndrome de Down.

domingo, 29 de maio de 2011

O ASSUNTO É: INCLUSÃO DIGITAL

Inclusão digital: desafios maiores que as simples boas intenções
Carlos Seabra

Os impactos sociais da informática, conquista da ciência e da tecnologia, são capazes de levar a uma transformação maior que a da máquina a vapor. Uma sociedade baseada cada vez mais na troca de valores simbólicos, do dinheiro à informação, vai mudar o eixo da economia, acabar com o conceito atual de trabalho, valorizar mais que tudo o conhecimento e a aprendizagem. Neste cenário, os excluídos serão cada vez mais excluídos - com o poder se concentrando nas esferas virtuais (com profundo controle nas esferas reais) - a não ser que se implementem eficazes e massivas ações para promover sua "inclusão digital".

Na educação, a internet traz um potencial inovador ímpar, pois permite superar as paredes da sala de aula, com a troca de idéias com alunos de outras cidades e países, intercâmbio entre os educadores, nacional e internacionalmente, pesquisa online em bancos de dados, assinatura de revistas eletrônicas e o compartilhamento de experiências em comum. Este novo ambiente de aprendizagem, que não reside mais apenas na escola, mas também nos lares e nas empresas, traz novos desafios para os educadores, mais que nunca chamados a serem facilitadores e motivadores.

Como introduzir as novas tecnologias na escola, particularmente no ensino público, onde tantas outras prioridades se colocam? Estaremos aprofundando cada vez mais a clivagem social se não houver uma efetiva política que garanta o pleno acesso de todos às novas tecnologias. Num mundo em transformação, onde cada vez mais o computador é o veículo de transporte da mente e um instrumento essencial de trabalho, não podemos preparar as novas gerações para um mundo de subalternidade, tanto do ponto de vista individual quanto na perspectiva da nação.

No mundo do trabalho as coisas vão mudar bastante, também. Para quê ir até o escritório bater à máquina, se isso pode ser feito à distância, via modem? Poupando, assim, horas de deslocamento (deslocar a informação, não mais o corpo), a presença familiar mudará substancialmente. Nota-se, nas famílias que usam a internet no teletrabalho em casa, um resgate do ensino do ofício aos filhos. Mudanças, portanto, também no seio da família e do que entendemos por lar.

E o desemprego? Hoje, ao fazermos uma transação bancária no micro de nossa casa, estamos repassando para o usuário o trabalho que antes era feito por um funcionário. Em breve, estaremos comprando carros através de um conexão gráfica com a fábrica que, just in time, fabricará o carro que acabamos de desenhar no terminal. Novos desafios, portanto, para a sociedade. Novas formas de se repensar a distribuição de renda e assegurar o direito de todos os seres humanos à busca da felicidade do contrário, teremos um apartheid tecnológico como nunca visto.

Você é daqueles que nem se lembra em quem votou para deputado nas últimas eleições? Que tal votar agora em um para quem você possa escrever via e-mail e que o coloque a par dos projetos, que seja, enfim, seu representante no parlamento? E o que será do Poder Executivo se cada cidadão puder ter acesso, garantido em Constituição, aos bancos de dados e fizer cruzamentos das informações obtidas? Imagine a nova participação da cidadania se cada pessoa com insônia às duas da manhã for ver como estão sendo aplicados os recursos em sua cidade... O voto será eletrônico, sem boca-de-urna, cada um em sua casa? Novas formas de manipulação da informação irão surgir, é claro, mas o pesadelo que Orwell imaginou em seu "1984" será ao contrário, pois o Big Brother poderá estar sendo vigiado por milhões de olhos...

Carlos Seabra foi coordenador do CIDEC da Escola do Futuro - USP e atualmente é Diretor de Tecnologia do IPSO (Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos).

Artigo originalmente publicado na revista Soluções.

FONTE:  http://cidec.futuro.usp.br/artigos/artigo6.html  em 29/05/2011 às 20:13h

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Algumas obras de Waldomiro de Deus

                               
  A Copa é Nossa                            Enchente                
         
                                       
      Desajuste Social                      Enchente 2                             


                       
      Por um Pedaço                    Quadro  2                          Despoluindo
            de  Pão                                                                        o Tietê

Fonte site oficial do artista:  http://waldomirodedeus1.tempsite.ws/  em 26/05/2011 às 17:25h

O MULTIFACETADO WALDOMIRO DE DEUS

Quem é, afinal, Waldomiro de Deus? Conhecendo seus quadros e sua vida,
encontramos um ser multifacetado. Nasce no interior da Bahia, vem como retirante para São Paulo, torna-se pinbahippie, freqüenta a movimentada Rua
Augusta dos anos 60, viaja à Europa, passa a acreditar em Deus em Israel, mora numa casa enorme com um caixão em Osasco e, acima de tudo, pinta como poucos.

Reconhecido como um dos principais pintores naïfs brasileiros, Waldomiro recebe numerosos elogios de críticos nacionais e internacionais. Suas cores, seus temas, sua simbologia, sua personalidade e religiosidade se entrelaçam e se confundem. Sem escolher tema, tem no cotidiano sua grande matéria, mas também pinta o que não vê, como planetas ainda não conhecidos pela ciência e mesmo astronautas brasileiros na Lua.

Waldomiro não é um artista. é vários. Começou retratando o folclore e passou por foguetes, críticas sociais, planetas, peixes e flores. Há também imagens sensuais e erotismo, assim como pureza e encantamento de namorados. Tudo é motivo para ele exibir uma técnica que aprendeu sozinho, sem nunca ter pisado numa escola de qualquer espécie.


Seu trabalho, talvez não facilmente digerível num primeiro momento, é digno de maior atenção e, se nem sempre agrada, pelo menos incomoda, o que não é pouco no marasmo atual de boa parte da produção cultural brasileira, dominada por tendências que geralmente vêm do exterior e que artistas macaqueiam para atender solicitações de curadores.

Conhecer Waldomiro é mergulhar no universo de um criador que vai de uma Nossa Senhora de minissaia a uma alegórica travessia do milênio com corpos e rostos morenos rumo ao Brasil do ano 2050. Para Waldomiro, a vida é tudo menos estaticidade. Por isso, comporta-se como camaleão. Está sempre mudando.

Porém, enquanto o animal muda para não ser visto no ambiente em que se encontra, fugindo dos predadores, Waldomiro funciona ao inverso. Isso significa que muda antes do meio que o cerca para ser notado. Coloca-se, portanto, na vanguarda, esperando que os que estão ao seu redor o sigam. Teremos essa capacidade?



Autor: Oscar D'Ambrosio
Jornalista e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA - Seção Brasil).